terça-feira, 31 de agosto de 2010

AS CONTRADIÇÕES DE UMA ELEIÇÃO




E quem diria que um dia eu iria ver tantas contradições reunidas de uma vez.

Ver Michel Temer como vice de Dilma... Ou melhor ainda... Ver o vice do pt ser um integrante do PMDB isso soa tão natural quanto ver Fábio Koff presidente do internacional. Mas enfim... Esta é apenas uma das tantas discrepâncias que as eleições 2010 nos reservam.

Minhas surpresas começaram por POA. Afinal de contas, vemos Fogaça e Tarso, adversários naturais, agarrados cada qual a uma asa da senhora figura decorativa barbuda. E a frente deles (isso mesmo, a frente) vem a excelentíssima senhora "nunca fui nada mas vou ser presidenta" Roussef. E a pantomina está armada. Afinal de contas os cartazes de campanha do Sr. Genro são deveras interessantes, representando Lula, Tarso e ao centro deles, em total evidência, a senhora supracitada. Ao ver o cartaz juro que perguntei-me se era realmente um cartaz da campanha do tarso ou da Dilma.

Quando vi todos estes nuances de uma campanha teoricamente fraca, onde o principal enfoque da candidata a presidente Dilma e do candidato a governador Tarso giravam apenas nas coisas que o governo Lula fez, ou então nas pífias participações de ambos em ministérios e coisas assim, quis acreditar que a situação ou direita (e isso ainda existe? Hoje acho que não temos mais direita ou esquerda e sim o cômodo caminho do meio que de bom grado aceita o ex-metalúrgico e o banqueiro formado... Afinal de contas as cuecas onde escondem o dinheiro devem ser compradas na mesma loja da Pierre Cardin), teria alguma facilidade em manter a distância a ela apregoada quando das primeiras pesquisas.
Ah como eu estava enganado. Ao assistir ao horário político (sim... Eu assisto) vi o quanto um marketeiro pode ser prejudicial, ainda mais quando aliado a uma chapa mal-formada. Por que convenhamos com os aliados que tem, José Serra mesmo que sem oponentes, estaria fadado a perder esta eleição.
Mas olhando o programa político dele nota-se o quão pungente é o desejo de derrota. Afinal de contas... Quem aí não conhece o Zé não é mesmo?
Com certeza em minha vida conheço alguns "zés", inclusive eu mesmo tenho este nome, mas nenhum que esteja concorrendo a presidência. Senhor marketeiro... faça-me o favor... Criar um jingle onde o nome do Lula aparece mais claro que o do próprio Serra? Isso não é um tiro no pé... Parece mais um míssil nuclear.

Enfim... Dessa forma segue a campanha presidencial. E pra quem não acha graça nela... Procure alguns dos candidatos "especiais" que nosso brasil nos brinda. Tudo gente da melhor qualidade... De Tiririca a mulher pera... Do Kléber Bambam ao Raúl Gil filho. E ainda dizem que campanha política não tem graça. opa... Mas perai... com isso descobrimos por que os humoristas não podem fazer piadas com os candidatos. Eles próprios já o fazem. Pena que no final quem ri são eles, com nosso dinheiro no bolso. Mas tudo bem... Amanhã é outro dia. Em 4 anos tem copa do mundo... E no brasil. Bora todo mundo unido desde já para preparar a corrente pra frente brasil... No futebol a gente pode ir longe. E pra comprar a comida de amanhã? Sem stress... O próximo governo inventa mais uma bolsa qualquer coisa e a gente se dá bem... Afinal... Pra que serve a política mesmo?

sexta-feira, 27 de março de 2009

E tenho dito...


Muitos meses afastado (quase um ano pra falar a verdade), e finalmente tive vontade de voltar aqui. Acho que o fato de ter-me tornado um dos tantos ouvintes dos programas de notícias no rádio, ampliou, ou resgatou, minha veia escritora por assim dizer.
E o fato de ter começado a ouvir tais programas, mostrou que os eventos políticos em nosso país são ainda piores do que eu imaginei. Passar os olhos pelos jornais do dia, ou pelos sites de internet, ou ainda assistir a alguns dos telejornais diários, apenas servia para mostrar a "ponta do iceberg", que de branco não tem nada, que é a politica em nosso país... E nem precisamos forçar a mente pra lembrarmos de diversos fatos. Vamos em poucos minutos de horas extras pagas em períodos de férias, até transferências de estado solicitadas para benefício de família. E a cada dia a coisa piora. Agora além das horas extras, descobrimos que recebe-se "ajuda de custo" durante períodos de recesso. E pagos como? Com os impostos que duramente pagamos dia a dia.
Ao ouvir hj essa informação, do pagamento dessa ajuda de custo, veio-me novamente a tona o sentimento de indignação que me assoma em diversos momentos, ao deparar-me com a pantomina que tornou-se a política em nosso país. O tempo passa e as coisas não mudam, tudo continua sempre igual, sempre poluido. Prova viva disso eu tive ao ouvir os "prováveis candidatos" ao governo do RS... Olívio Dutra, Tarso Genro... puxa... de novo? Será que em um estado tão vasto, de tantos políticos, tantas idéia, tantos pseudorevolucionários, que estão sempre prontos a levantar seus punhos cerrados e indignados para reclamar, não é capaz de surgir uma nova idéia? Um novo rumo... um novo alguém que nos leve adiante? Pq prendermo-nos ao passado, às retrógradas idéias que por diversas vezes fizeram-se presentes em nossos lares, torna-se cansativo. E uma coisa é certa, eleito quaisquer um desses já batidos e distintos "candidatos", as oposições terão pratos cheios para bombardea-lo com denúncias, intrigas e por ai afora.
Acredito que seria extremamente positivo uma reforma nas prerrogativas exigidas para que uma pessoa possa candidatar-se a um cargo público. Normas e Leis poderiam ser erigidas, de forma a garantir a idoneidade e a integridade dos depositários dos desejos e necessidades do povo.
Mas isso ainda está bem longe de ser sequer pensado, e continuaremos a ser obrigados a escolher entre o "menos pior".
E quem é o responsável por isso... acho que todos nós, que ficamos sempre sentados, assitindo de camarote (pago com nosso dinheiro é verdade), nossos "pseudo-governantes" refestelarem-se e enriquecerem cada dia mais, enquanto batemos palmas, entusiasmados pela criação do mais novo projeto bolsa qualquer coisa ou algo que o valha.
Hora de acordar? Ela já passou faz tempo, e para o que acordaram, a realidade desnudou-se mais cruel e atroz que o esperado. Olha-se para todos os lados, e todos os caminhos parecem trancados, e quando percebe-se um espaço para correr, podemos ter a certeza que no meio dele teremos um pedágio a nos esperar.
Mas tudo bem, vamos em frente povo que não desiste nunca, afinal ano que vem tem carnaval, em breve teremos copa do mundo, e todos esses eventos que apesar de bonitos e pomposos não agregam nada efetivo a nós. Alguém ai lembra da política do "Pão e Circo"? Pois é... temos a versão moderna dele bem aqui, aos nossos olhos, e sabemos muito bem quem é o palhaço do circo.

Franco Silva

quarta-feira, 28 de maio de 2008

UM POUCO DE FILOSOFIA BARATA


Há coisa de algumas semanas atrás, eu estava me lembrando de um diálogo que tive com a esposa de meu pai, quando da vitória do Lula em sua primeira eleição para Presidente. A história toda começou pois ela é de esquerda e eu de direita. O diálogo ocorreu logo após a confirmação da vitória do Lula no pleito. O diálogo desenvolveu-se da seguinte maneira:

- Iadia: - E então, o que tu tem pra falar agora?
- Franco: - Olha Iadia, no momento não tenho nada pra dizer.
- Eleição não é jogo de futebol, não é algo que uma vitória diga se a escolha foi correta, dentro de 4 anos ai sim posso ter o que dizer.

Por muito tempo pensei sobre tudo isso. E as conclusões que tirei do assunto não são em momento algum positivas.

Vejamos:

A política no Brasil é encarada sempre de formas totalmente equivocadas. uma grande parcela da sociedade prefere ignorá-la totalmente, dizendo que aquilo não lhes diz respeito, mesmo sabendo que suas vidas dependem dela. Afinal como iremos sobreviver em um mundo sem política? É um cenário um tanto quanto surreal. Mas enfim. Isso é um assunto que já tratei outras vezes.

A outra parcela da sociedade, aquela que tenta se interessar pela política acaba incorrendo em um erro sem tamanho. Pois opta por encarar o assunto com o mesmo enfoque que dariamos a um campeonato em que nosso time do coração ingresse. E isso me leva a pensar... como podemos comparar os dois temas. Considero isso um tremendo ato falho que cometemos.

Politica é um assunto sério. E trata-lo dessa forma acaba por facilitar todas as fraudes e afins com as quais somos bombardeados diariamente. Afinal, militância política difere e muito de torcida. Quando optamos por militar em um partido politico, em apoiar uma sigla e uma ideologia, deveriamos predispormo-nos a dedicar tempo para acompanhar o antes de uma campanha, que é onde o candidato irá expor suas idéias, projetos e a linha que pretenderá adotar durante seu mandato, auxiliar na divulgação do mesmo, mas sobretudo a parte mais importante com certeza é acompanhar o mandato do mesmo, fiscalizando se as promessas estão sendo trabalhadas, ou se não passaram de ladainha articulada de forma a coloca-lo na posição a que chegou.
Diferentemente de partidas de futebol. que encerram-se ao final, uma eleição reflete por longo tempo, tempo esse em que o candidato deveria ser seguidamente cobrado, para estar executando as tarefas para o qual foi nomeado.

Contudo, o que temos na sociedade atual é uma espécie de pantomina, que é articulada de forma a desviar a atenção do publico do que realmente importa. E nós, com nossa visão deturpada e confusa da política, acabamos por deixar-nos envolver por toda a aura de brincadeira imposta as campanhas. Afinal, tudo vira um show, uma festa, uma grande brincadeira enfim... onde as pobres crianças iludidas somos nós, que agitamos bandeiras, discutimos inflamadamente, defendendo pessoas que tem como interesse único conseguir chegar ao poder, pois sabem que ai estarão livres para usar do poder que depositamos em suas mãos, para enriquecer e realizar seus próprios sonhos.
E enquanto isso, nśo, como tolos espectadores, iremos as ruas, e bradaremos a plenos pulmões que o nosso candidato saiu vitorioso, que ele é o máximo, e coisas do gênero, mas ficaremos totalmente omissos enquanto ele adota aquela postura que tanto criticamos no candidato vencido.

Hilário tudo isso não? Sabe... na verdade nada tem de hilário. Isso é patético, totalmente patético, pois estamos entregando nosso futuro, nosso poder de decisão, as únicas esperanças de mudarmos os rumos de nossa história, em troca de simplesmente poder brincar de agitadores.

Mas a pior parte de tudo isso, é quando os pretensos "ganhadores" da eleiçao começam a onde de folgação em quem perdeu. Ora, como eu já falei, não trata-se de uma campeonato, e sim de definir os rumos de nosso país. Então o mais óbvio seria que os perdedores esperassem com muita vontade que suas bocas fossem caladas pelos candidatos vencedores de forma a provar que suas conviccções estão erradas.

Todavia, continuamos a levar isso tudo como brincadeira... como uma grande e engraçada festa.

E diante disso... o que posso dizer, é que cada povo tem o governante que merece.

terça-feira, 27 de maio de 2008

A GENTE MUDA O MUNDO COM A MUDANÇA DA MENTE



Hoje meu dia começou de forma diferente. Quer dizer... até eu pegar o ônibus, tudo estava igual. Até que eu e a Adri, minha companheira de jornada Cachoeirinha - Porto Alegre, desandamos a falar sobre uma coisa que eu adoro falar, que é a política.
Começamos conversando sobre PT, o que se gosta e o que não se gosta. Como é sabido por quase todos, eu não gosto de praticamente nada no PT, e ainda continuo com essa postura. São diversos os motivos que me levam a adotar essa postura, mas esse não é, em nenhum momento o tipo de enfoque que pretendo dar ao mesmo.

Resolvi voltar a escrever por um motivo claro e simples. INDIGNAÇÂO. Sei que infelizmente essa indignação é velada, uma vez que mesmo sentindo-a dentro de meu peito, não sei as formas corretas de faze-la ver "a luz do dia" por assim dizer.
O que me levou a adotar essa postura, foi quando percebi mais uma vez a imensa quantidade que temos de "burros políticos" (em um outro text já abordei a diferença entre analfabetos e burros políticos).
Nossa juventude hoje, tem uma facilidade tremenda de esconder-se atrás das comodidades que nos são proporcionadas. Como sempre lembro-me de trechos de músicas quando estou escrevendo. Dessa vez não é diferente. Acredito que na letra de "Outras Frequências", Humberto Gessinger consegue exemplificar de maneira magistral o que eu pretendo dizer. Segue ai o trecho a que me refiro:

"Seria mais fácil, fazer como todo mundo faz
O caminho mais curto, produto que rende mais
Seria mais fácil, fazer como todo mundo faz
Um tiro certeiro, modelo que vende mais"

(Outras Frequências - Engenheiros do Hawaii)

Acho que fica totalmente exposto nessa letra a postura que adotamos. E nisso incluo-me também, pois sou tão omisso e obtuso nessas questões como todos. É fácil, fácil até demais, tomar uma atitude de pseudo-revolucionário, achar que o pobre da rua é um coitado, mas quando temos a chance de efetivamente mudar algo, uma pedrinha que seja... colocamos sempre a frente as nossas coisas. E isso é meio que natural, uma vez que estamos em um mundo capitalista, quase que selvagem. Embarcamos em um mercado, onde enfrentamos um tubarão a cada dia, e isso acaba por minar toda e qualquer vocação que tenhamos para o idealismo puro e simples de lutar por um mundo melhor global. É claro que a busca por um mundo melhor nunca termina. Mas no correr dos acontecimentos, cada um busca o "seu" mundo melhor. Estaremos errados? Eu creio que sim, todavia... como agir diferentemente, se temos a cada dia mais e mais compromissos a cumprir, responsabilidades e cobranças acumulando-se em nossas costas.

Acho que o mais natural em tudo isso, é que tentemos (e notem que digo tentar, e no momento não tenho a menor convicção de como colocar isto em prática), encontrar formas e motivações que nos permitam desanuviar um pouco os pensamentos de nosso próprio umbigo, e ampliar nossos próprios horizontes. E o mais incrível é que em seu intimo, cada um de nós sabe o quão bom e gratificante é acordar, e sentir-se bem consigo mesmo. E cada um deve lembrar-se de ao menos um gesto que praticou, que foi automático, com o intuito apenas de ajudar outrem.

Contudo, creio que ainda temos um longo caminho a percorrer. Precisamos remover de nossos cérebros essa massa bolerante, que embotoa nossos pensamentos, e faz com que direcionemo-nos cada vez mais para um poço sem fundo, de erros, de governos fracassados e principalmente de discursos inflamados, mas mortos e esquecidos assim que proferidos.

Revolução? é... talvez... mas não uma revolta armada ou algo parecido. Nada que compara-se talvez aos atos praticados por nossos pais, avós, tios e tias, durante o período militar. Acredito que o espírito que eles possuiam naquela época, isso sim deve estar presente em nossas almas. Por que o sentimento presente hoje é o de acomodação e aceitação. É tão mais fácil não fazer nada pra mudar. Deixar que as coisas mudem por si sós é cômodo, todavia totalmente ineficiente. Entre ser um observador de mudanças, e um agente de mudança, a segunda opção é a que parece oferecer mais benefícios. Ficar sentado a margem dos tempos não me parece uma forma proveitosa de fazer as coisas. Pelo contrário, ser um agente de mudanças fará com que sintamo-nos como parte integrante e atuante de nossos tempos. Talvez esse não seja o melhor enfoque a ser dado ao assunto, mas nos tempos que temos hj, ele parece ser a forma mais fácil para isso. Afinal, em um mundo capitalista, nada mais normal do que trocarmos um tempo de nossa vida, fazendo coisas legais, por exposição talvez. Por ser lembrado depois de anos... como alguém que fez algo diferente...
É tudo uma questão de abrirmos a cabeça, e tomarmos consciência de nosso próprio valor para a sociedade. A hora de abrir os olhos passou... a hora de acreditar que podemos mudar as coisas trabalhando diretamente sobre elas também. É hora de pararmos de apenas conversar, naquela roda de bar. E de perceber que da roda de bar, podemos começar a grande mudança, que vem de dentro, e pode mudar o mundo.
O ontem passou... o Amanhã virá... e para que ele venha pleno de esperança de crescimento e mudanças, temos que agir no hoje... e não deixar as coisas para amanhã.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Qual o sabor da sua pizza?


Sinto ainda preso na minha garganta o gosto amargo da indignação... da impotência, que todos os brasileiros que tem um mínimo de decência devem ainda sentir.

Ainda paro pra pensar no absurdo da situação. De como deixamos as coisas chegarem a esse ponto. De como foi fácil levar-nos no bico. Fazer com que uma parcela grande da população acredita-se piamente que sonhar ainda era possível, para acordar-mos da pior maneira possível... com um banho de água gelada.

Sei que esse tipo de texto atinge uma parcela extremamente pequena da população, por que a cada dia que passa encontramo-nos cercados de "analfabetos Políticos" (seria certo chama-los de analfabetos? acredito que o mais certo é chama-los de "Burros" mesmo, assim mesmo... com um "B" Maiusculo e enfático), que insistem na idéia estúpida e pueril de que " política não interessa", "não me interesso por isso..." "esses assuntos não me dizem respeito!"

Quando escuto esse tipo de coisa eu me assusto muito. Pois não consigo conceber que em pleno século XXI ainda tenhamos essa posição. Mordemo-nos de inveja dos argentinos (é isso mesmo... a mais pura e simples inveja), e não somos capazes de enxergar que um dos motivadores dessa inveja advém do espírito de luta que eles demonstram. Estou falando besteira? Óbvio que não... vide o caso recente em que povo foi as ruas e derrubou o presidente Fernando De La Rua, por não aceitar a sua forma de governo.

E aqui... qual a posição que adotamos? Simplesmente um breve muxoxo de pseudoindignação, que não nos encaminha a lugar algum, e o sentimento de indignação e revolta morre em nossas gargantas, antes mesmo de poder ser externado e talvez nos dar uma perspectiva de melhora.

Mas não, preferimos nos omitir, nos anular, recolhermo-nos a uma posição passiva e em alguns pontos infantil, de acreditar que aqueles que nos exploram e mentem a tanto tempo, por um milagre irão mudar sua postura, e começar a exercer os reais papéis de representantes do povo.

E com essa postura, o que alcançamos é essa fantástica pizzaria que tornou-se nosso governo, onde um político claramente corrupto, com dezenas de acusações em suas costas, e diversas provas contra ele, acaba sendo absolvido em uma sessão que beira o ridículo, ocorrida furtivamente, de forma a afastar quaisquer chances de contestação da mesma.

E após toda essa sujeirada, vem enfim o ápice, aquele momento em que podemos chamar de "Cereja do Bolo"... quando nosso Excelentíssimo Presidente vem a Público para dizer que " Nosso Senado sabe o que faz, e que o mesmo não pode parar, pois temos diversos assuntos de interesse do povo Brasileiro para debater e votar".

Ora... faça-me o favor senhora figura decorativa... pense antes de falar besteiras... não abuse do intelecto desse já tão sofrido e iludido povo. Já não nos basta ter que engolir toda essa pantomina armada para absolver um culpado, ainda temos que aguentar nosso excenlentissimo semi analfabeto dizendo besteiras publicamente.

Diante desse leque roto, sujo e desgrenhado... quais as opções que temos? Pra ser sincero é complicado até de pensar. Creio que o que nos resta é sacudir a mesmice que enrijece nossos corpos, limpar o bolor que adormece nossos cérebros, e abrir os olhos para o que está sendo feito conosco... Acorda Brasil... Aprende de uma vez que não adianta gritar a plenos pulmões que "A Amazônia é nossa", quando entregamos de bom grado nossos direitos, e nossa força de decisão a meia dúzia de politicos oportunistas.

Pense duas vezes antes de bradar a plenos pulmões seu pretenso "analfabetismos politico". Lembre-se que apesar de complicada e por diversas vezes chata... em alguns momentos... apenas a política ditará nossos rumos.

Dark Prince

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

SONHE COMO SE FOSSE VIVER PRA SEMPRE... VIVA COMO SE FOSSE MORRER AMANHÃ


Escutei essa frase hoje, e me pus a pensar na profundidade da mesma.
Quantas vezes eu já fiz isso? Acho que faço sempre... e a bem da verdade, acho que todos deviamos fazer, pois nunca podemos nos cansar de sonhar. Acho que mesmo que eu soubesse que iria morrer amanhã, eu continuar tendo sonhos, para realizar algum dia. Afinal a vida é feita deles. Vivemos pelos nossos sonhos. Afinal o que seria de nossos dias se não tivessemos sonhos? Acredito que nem ânimo pra levantar da cama eu terei, pois qual seria o motivo de levantar, se eu não quisesse alcançar um sonho?

Agora quando penso na segunda parte da frase, vem a parte do medo, da insegurança... de todas essas coisas que nos fazem pensar. Viver como se fosse morrer amanhã. Puxa... se eu morresse amanhã... acho que estaria frustrado, pois ainda não fiz nem 10% de tudo que quero (e ainda irei) fazer.
Sendo assim, fixo meu pensamento no fato de que eu realmente posso morrer amanhã... então... nada de deixar pra depois o que podemos fazer hoje, sobretudo pq não sei se terei um depois. Não sei nem se estarei aqui daqui a 5 minutos. É algo triste de se pensar? Com toda a certeza é, mas é algo extremamente realista, e que me assusta. Quais são os planos que guardam pra mim? Eu realmente não sei. Não sei até onde meu corpo vai aguentar viver, não sei quantos anos ainda me restam. Tudo o que sei é que ainda tem muita coisa pela frente. E que eu espero poder estar aqui pra enfrenta-las, e vivenciar com gosto cada uma delas. Sei que algumas terão um gosto amargo, carregado de dor em alguns momentos, outras serão acachapantes, sensações capazes de mudar toda a minha vida em um segundo, ou até de me fazer duvidar das coisas em que acredito com mais fervor.

E sabe qual a graça suprema disso tudo? É o simples fato de saber que tudo pode acontecer, e que não adianta nada eu perder horas, dias, meses e até anos da minha vida me preparando para todas elas, que quando elas acontecerem, eu não terei em diversos momentos, os mais importantes principalmente, chance de pensar, e terei que reagir, com a velocidade do pensamento.

Tem uma propaganda rolando por ai, com o Slogan "Não deixe a sua vida acontecer sem você". E quantas vezes nos fazemos isso, inconscientemente, apenas deixamos as coisas passarem... Perdemos momentos que nos seriam inestimáveis, mas que aconteceram e não tiveram nossa presença, apenas pela nossa inércia de estar lá, e fazer com que o momento valha a pena.

Eu cansei, simplesmente cansei de ver o tempo levar coisas que eu poderia ter feito, e me deixar aqui parado, perdido... sem aproveitar as coisas. Ando tomando algumas decisões, e a principal delas é a de que vou viver tudo que posso, aproveitar todas as sensações que aparecerem, e que sobretudo sejam válidas, sem me preocupar com o que os outros irão pensar sobre mim, afinal minhas ações devem dizer respeito exclusivo a mim.

Chega dessa mesmice e dessa pasmaceira de viver a vida sempre pautada por ponderações e senãos inventandos por pessoas com a ridícula mania do controle.

Acho que uma das grandes armas que temos é o nosso Livre Arbítrio, afinal quem sabe o que é bom e o que me faz bem sou eu mesmo.

É até aceitável que uma pessoa dê conselhos, e te indique uma direção a seguir, agora ficar tentando te forçar a seguir a idéia dela é ridículo, é uma tentativa ridícula de controlar o destino dos outros. E pra ser franco, eu não estou disposto a seguir os rumos indicados por outros. Simples assim... não me venham com a balela de "segui os bons conselhos, ouça a voz da experiência". Afinal se conselhos fossem tão bons, eu com certeza encontraria pela rua lojas específicas pra venda dos mesmos, afinal com tudo se arruma uma forma de ganhar dinheiro.

Pareço revoltado? Talvez eu realmente esteja um pouco, pelo simples motivo de estar realmente cansado de tudo isso... dessa rotina estafante, que me obriga a fazer sempre as mesmas coisas, a seguir objetivos predeterminados, e que acima de tudo, foram traçados por outrem.

Admiro profundamente as pessoas que tem toda a coragem pra dizer "foda-se", virar as costas e apenas deixar as coisas fluírem, embalados pela onda que elas mesmas tem dentro de si.

Acredito que ainda irei encontrar a forma de libertar essa onda de dentro de mim, que irei deitar e acordar no outro dia com um sorriso nos lábios, pelo simples fato de saber que o dia está aberto para coisas novas, e que o andamento dele é ditado pelo vento, pela minha vontade e que eu decidirei os meus rumos.

Ando pensando demais em alguém, que eu conheci e que se torna mais e mais importante enquanto os dias vão passando. Torço por chegar o momento de poder estar perto novamente. Sei que ele vai vir... é apenas questão do momento acontecer. Acho que a única coisa que ainda consigo planejar e esperar acontecer é por isso hehehe

Ah... eu disse que iria escrever sobre música, uma crítica e talz... e eu ainda vou... só estou amealhando as idéias, para que a coisa flua da forma correta.

Dark Prince

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Ato I - Cinema e Televisão Nacional "Nós Crescemos?"


Bicho de sete cabeças, Central do Brasil, Carandiru, Cidade de Deus, Meu tio matou um cara, O homem que copiava, Neto perde sua alma, Um copo de cólera, Navalha na Carne, Tolerância...

Esses são apenas alguns dos ótimos filmes que o cinema nacional tem produzido. Pois de alguns anos para cá experimentamos uma espécie de amadurecimento do cinema e televisão nacional.

Mas mesmo assim, quando esse tipo de coisa é jogado praticamente na nossa cara, ainda temos que continuar escutando coisas do tipo "a televisão nacional é uma porcaria, o cinema nacional não presta, não temos competência pra fazer televisão".

Uma coisa é fato, que a televisão e o cinema nacional já viveram seus tempos de "inferno", quando tudo que produziamos realmente não prestava. Nosso cinema era pifío, nossa televisão idem.

Mas hoje, utilizar-se de antigos preconceitos, para caracterizar o que produzimos é no mínimo ofensivo. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de capacidade de discernimento é capaz de notar o quanto evoluimos. O quanto hoje nossas produções são adultas e muito bem feitas.

Os filmes acima são apenas alguns exemplos. Se enveredarmos pelos caminhos das séries... bem ai teremos pérolas como "Os Normais", "Cidade dos Homens", "Hoje é dia de Maria", "Histórias Extraordinárias", "Os Maias", "A Casa das Sete Mulheres", e por ai vai.

Sendo assim, não consigo realmente compreender que ainda tenhamos um nível tão absurdo de preconceitos, que não nos permite enxergar um palmo a frente, e perceber a quantidade de coisas boas que nós mesmos estamos fazendo.

E o que mais me impressiona é que na maioria das vezes as críticas mal formuladas e os preconceitos vem da parte que deveria ser mais mente aberta na sociedade, pois tem uma facilidade muito maior de acesso as produções que fazemos. E mesmo assim, essa parcela da sociedade prefere esconder-se atrás de produtos enlatados, que são feitos sob medida para capturar a sua atenção.

Consumimos com uma facilidade tremenda produtos que apesar de aparentarem ser diferentes entre si, são na verdade uma "receita de bolo", que leva em sua forma sempre os mesmos ingredientes, apenas misturados com uma ou duas mexidas a mais e colocados dentro de uma embalagem um pouco diferente.

E dessa forma o que acabamos por ter são consumidores em larga escala de séries que se repetem como "Friends, Dawson's Creek, Felicity, Lost, Heroes, etc, etc..." Não estou aqui vindo dizer que esses programas são ruins ou coisas do gênero. Mas apenas gostaria de tentar entender por que consumidores de tais coisas, que são em sua essência a mesma receita, tem uma dificuldade tremenda em aceitar que dentro de sua própria terra são produzidos muitas vezes programas tão bons quantos e até melhores que esses.

Apesar de não ter nada de patriota, nem mesmo um pingo do tal "nacionalismo ufanista", me sinto particularmente incomodado de notar tal fenômeno, que acaba muitas vezes por cercear a criatividade de diversos atores, ou pior, fazendo com que os mesmos, ao não encontrar o apoio necessário dentro de sua própria terra acabem por voltar-se a produções destinadas a outros mercados, que os consumirão de forma ávida.

No cinema também notamos claramente isso, uma vez que se tivermos em um cinema a exibição de um grande filme nacional, e de um enlatadinho de segunda mão, o segundo terá de qualquer forma uma projeção muito maior, criada inclusive pela mídia especializada, que deveria dar um destaque ao filme mais bem trabalhado, mas que erradamente acaba optando por priorizar aquele que "paga" mais... e que por trazer muitas vezes um enredo mais "pobre" e facilmente digerível, uma vez que não versará sobre situações envolvendo nosso cotidiano, ou a realidade a que estamos acostumados, será facilmente consumido.

Acho que o ponto que quero chegar com este texto é o de que, por mais que queiramos dizer que não, as produções nacionais adquiriram uma identidade própria tremendamente forte, e que surpreende a todos. E que está mais do que na hora de despertarmos para isso, e despirmo-nos dos preconceitos adquiridos, e abrirmos a mente para o novo, que em diversos casos pode ser extremamente bom.

Pare um pouco, faça uso de tudo que você aprende, lê e ouve. Use um pouco do bom senso, e quando ver o anúncio de um novo filme nacional, ou de uma série que vai estrear, não levante automaticamente o muro da intolerância, do preconceito e da ignorância. Deixe que a sua mente tenha a chance de experimentar algo novo. Expanda seus horizontes...

A recompensa pode ser muito maior do que você espera.

Aguardem a Próxima atração!