
Hoje meu dia começou de forma diferente. Quer dizer... até eu pegar o ônibus, tudo estava igual. Até que eu e a Adri, minha companheira de jornada Cachoeirinha - Porto Alegre, desandamos a falar sobre uma coisa que eu adoro falar, que é a política.
Começamos conversando sobre PT, o que se gosta e o que não se gosta. Como é sabido por quase todos, eu não gosto de praticamente nada no PT, e ainda continuo com essa postura. São diversos os motivos que me levam a adotar essa postura, mas esse não é, em nenhum momento o tipo de enfoque que pretendo dar ao mesmo.
Resolvi voltar a escrever por um motivo claro e simples. INDIGNAÇÂO. Sei que infelizmente essa indignação é velada, uma vez que mesmo sentindo-a dentro de meu peito, não sei as formas corretas de faze-la ver "a luz do dia" por assim dizer.
O que me levou a adotar essa postura, foi quando percebi mais uma vez a imensa quantidade que temos de "burros políticos" (em um outro text já abordei a diferença entre analfabetos e burros políticos).
Nossa juventude hoje, tem uma facilidade tremenda de esconder-se atrás das comodidades que nos são proporcionadas. Como sempre lembro-me de trechos de músicas quando estou escrevendo. Dessa vez não é diferente. Acredito que na letra de "Outras Frequências", Humberto Gessinger consegue exemplificar de maneira magistral o que eu pretendo dizer. Segue ai o trecho a que me refiro:
"Seria mais fácil, fazer como todo mundo faz
O caminho mais curto, produto que rende mais
Seria mais fácil, fazer como todo mundo faz
Um tiro certeiro, modelo que vende mais"
(Outras Frequências - Engenheiros do Hawaii)
Acho que fica totalmente exposto nessa letra a postura que adotamos. E nisso incluo-me também, pois sou tão omisso e obtuso nessas questões como todos. É fácil, fácil até demais, tomar uma atitude de pseudo-revolucionário, achar que o pobre da rua é um coitado, mas quando temos a chance de efetivamente mudar algo, uma pedrinha que seja... colocamos sempre a frente as nossas coisas. E isso é meio que natural, uma vez que estamos em um mundo capitalista, quase que selvagem. Embarcamos em um mercado, onde enfrentamos um tubarão a cada dia, e isso acaba por minar toda e qualquer vocação que tenhamos para o idealismo puro e simples de lutar por um mundo melhor global. É claro que a busca por um mundo melhor nunca termina. Mas no correr dos acontecimentos, cada um busca o "seu" mundo melhor. Estaremos errados? Eu creio que sim, todavia... como agir diferentemente, se temos a cada dia mais e mais compromissos a cumprir, responsabilidades e cobranças acumulando-se em nossas costas.
Acho que o mais natural em tudo isso, é que tentemos (e notem que digo tentar, e no momento não tenho a menor convicção de como colocar isto em prática), encontrar formas e motivações que nos permitam desanuviar um pouco os pensamentos de nosso próprio umbigo, e ampliar nossos próprios horizontes. E o mais incrível é que em seu intimo, cada um de nós sabe o quão bom e gratificante é acordar, e sentir-se bem consigo mesmo. E cada um deve lembrar-se de ao menos um gesto que praticou, que foi automático, com o intuito apenas de ajudar outrem.
Contudo, creio que ainda temos um longo caminho a percorrer. Precisamos remover de nossos cérebros essa massa bolerante, que embotoa nossos pensamentos, e faz com que direcionemo-nos cada vez mais para um poço sem fundo, de erros, de governos fracassados e principalmente de discursos inflamados, mas mortos e esquecidos assim que proferidos.
Revolução? é... talvez... mas não uma revolta armada ou algo parecido. Nada que compara-se talvez aos atos praticados por nossos pais, avós, tios e tias, durante o período militar. Acredito que o espírito que eles possuiam naquela época, isso sim deve estar presente em nossas almas. Por que o sentimento presente hoje é o de acomodação e aceitação. É tão mais fácil não fazer nada pra mudar. Deixar que as coisas mudem por si sós é cômodo, todavia totalmente ineficiente. Entre ser um observador de mudanças, e um agente de mudança, a segunda opção é a que parece oferecer mais benefícios. Ficar sentado a margem dos tempos não me parece uma forma proveitosa de fazer as coisas. Pelo contrário, ser um agente de mudanças fará com que sintamo-nos como parte integrante e atuante de nossos tempos. Talvez esse não seja o melhor enfoque a ser dado ao assunto, mas nos tempos que temos hj, ele parece ser a forma mais fácil para isso. Afinal, em um mundo capitalista, nada mais normal do que trocarmos um tempo de nossa vida, fazendo coisas legais, por exposição talvez. Por ser lembrado depois de anos... como alguém que fez algo diferente...
É tudo uma questão de abrirmos a cabeça, e tomarmos consciência de nosso próprio valor para a sociedade. A hora de abrir os olhos passou... a hora de acreditar que podemos mudar as coisas trabalhando diretamente sobre elas também. É hora de pararmos de apenas conversar, naquela roda de bar. E de perceber que da roda de bar, podemos começar a grande mudança, que vem de dentro, e pode mudar o mundo.
O ontem passou... o Amanhã virá... e para que ele venha pleno de esperança de crescimento e mudanças, temos que agir no hoje... e não deixar as coisas para amanhã.

Um comentário:
Sabe...eu já ando pela revolta armada..parece que nosso sangue tão calmo e alegre está fazendo com que pensem que somos imbecis...tenho inveja de povos que não aceitam as imposições governamentais de cabeça baixa como nós aceitamos...tenho inveja do sangue quente que corre na veia deles...pq o nosso parece ser de barata...tenho medo do dia em que a comida deles termianr e invadirem nosso país atrás de nossa riqueza...como já fazem de maneira discreta? E o que faremos nós os macacos? Quer saber?Temos que seguir o exemplo dos índios...GUERRA SEU INFELIZES...a terra é nossa, a grana é nossa e as crias estão passando fome enquanto alguns filhos de um aputa tem a coragem de roubar verba pública para comprar carros e casas milionárias...fodan-se os impostos...niguém paga mais nada, ninguém masi vota o negócio tem ki ser nulo até ki esses senhores aprendam que acabou o feudo....SOB A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA É QUE NÃO VAMOS TOMAR NENHUMA DECIZÃO..VAMOS DEIXAR QUE TUDO CAIA NO ESQUECIMETO E ENTÃO FAÇA-SE A JUSTIÇA!SENHORES, SENHORES, MINHA SENHORA....FILHA DA PUTA, BANDIDO, CORRUPTO LADRÃO...
Prender todos esse filhos da puta.Tomar o congresso.Administrar nossa grana dar trabalho ao povo (pq ninguém aki quer esmola de gover)trabalho é dignidade, o pai de família quer coprar seu alimento com dinheiro digno, as crias querem escola, os jovens faculdade e aí depois de sermos todos muito bem educados e instruídos quero ver quem será o FILHO DA PUTA que vai explorar meu povo.Guerra meus senhores pq com essas merdas na política e na mídia só cadeia resolve.
MAS COMO FAZER ESSE POVO ACORDAR NÉ?
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